To be or not to be ?! Novembro 18, 2007
Posted by Carolis in Aferindo a pressão do mundo.Tags: Consciência ecológica, Gestalt-Terapia, Grécia, Maracatu Estrela Brilhante, Secos e Molhados, Shakespeare
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Na linha “diário de bordo”, ontem fui a uma aula de Maracatu com uma amiga (leia-se percussão, segundo a própria, pois tem uma batida mais estilizada; com composições diferentes dos Maracatus tradicionais).
Ver o processo de aprendizagem do pessoal (e do meu também, que aproveitei-sob forma de aula grátis-para testar meu parco conhecimento musical), me fez pensar neste ritmo próprio, já citado até no post de abertura deste blog, que as pessoas têm de expressar suas idiossincrasias.
Eita, aqui-e-agora gostaria de fazer uma pausa para uma de minhas várias manias: o gosto por dicionários. Alguns diriam no mínimo excêntrico, no máximo pedante, é no meio termo uma maneira de conhecer a etimologia das palavras, ou seja, suas origens e empregabilidades, o que tem a ver com o meu apreço particular por história, antropologia e afins…mais isso a gente vai desvendando com o tempo. =}
Enfim, adoro conhecer o real significado de palavras em que fico na dúvida de como se escrevem ou o que significam. Das novas palavras que agrego, apenas uma ou outra entra verdadeiramente no meu vocabulário. Como estudante de psicologia, achei muito pertinente adicionar idiossincrasia no meu “linguajá”. Vejam porque:
idiossincrasia: do grego. s.f. disposição do temperamento do indivíduo, que faz com que ele sinta de um modo peculiar a influência dos diversos agentes; maneira de ver, sentir e reagir própria, especial, de cada pessoa.
Voltando então ao jeito de ver, sentir e pensar de cada um de nós desta aula de Maracatu, pus-me a observar os tipos de cada aluno.. aquele que é mais apressadinho e quer passar o comando do professor. Tem o mais metódico, que segue exatamente os passos da metodologia aplicada. Os acanhados executam timidamente sem perder o tempo. E os mais criativos, estes sentem-se a vontade para acrescentar firulinhas mil afim de tornar mais original aquele instante..
É engraçado ver a idiossincrasia da galera! Eu e minha amiga comentávamos ao final sobre o método de aprendizagem individual; das pessoas que pegam a música “de ouvido”; que não gostam de se ater ao que está escrito no quadro e rapidinho já estão executando seus instrumentos felizes da vida. E outras que demoram mais para se soltarem, pois estão assimilando o conhecimento novo; sedimentando a teoria, para depois colocarem seu estilo..
Chegamos a conclusão que ambas idiossincrasias tem seus pontos fortes e nem tão fortes. Os que rapidamente se apropriam do conhecimento podem estar perdendo boa base para composição, a longo prazo por exemplo. E já os mais metódicos, em sua concentração e estruturação, podem estar desperdiçando um poder criativo original, pequeno que seja, mas de personalidade.
Enfim, eis a questão: ser assim ou ser assado?! Me parece que a própria origem da palavra idiossincrasia já responde a indagação filosófica. E como diria um querido professor e caríssimo amigo, na escala ecológica nem a base nem o topo são mais importantes, pois todos têm sua importância.
Finalizo resgatando uma frase sua genial que reflete a real aprendizagem desta aula: “somos todos plânctons mergulhados ao sabor das ondas do mar”.
***Eu tava no dia desta aula sobre os “planctons”…
Fiquei me sentindo menos torpe, lembro-me bem, já que, até no meu papel de “nada-faz”, este tem também sua importância. Sou “como ervas e não me arrancaram”.
No mais… acerca do post, do blog, de tudo enfim, tenho algo a dizer-te: sempre admirei o refinamento de tua escrita polida.
Amigos são foda. Amam e doam.
Aceito de braços abertos toda doação tua, minha amiga.
Quero te dizer que estou tentando ser menos polida ou, pelo menos, mais coloquial. Pretendendo um “teti-a-teti” por aqui.. hehehe
Além do mais, tô precisando de terapia e tô sem platas para tanto. Resolvi que um blog seria uma boa terapia virtual..só falta identificar o papel do terapeuta aqui, né! haauhauh
Sempre in, nunca out…amor muito, é bem pouco!
Fia… tem terapêuta melhor que o “Grande Outro” de factum???
Não sei se vcocê leu meus posts sobre terapêutica… tudo a ver com a parada de terapia virual…
Quanto ao coloquialismo, estou totalmente adentrada, assim como tu. Misturo “factum” com “Fia” e fica tudo certo, jajajajaja!!!! (risadinha en español)
Amo muito mermo!!!!
“Bem bolado”, já diria saudosamente Sílvio, o Santos.
Vou buscar lá este post, pode deixar!
Quanto à moda coloquial..tu faz isso como ninguém! Adoro: “Assim sendo, vestida desta tal incapacidade, que é cara de pau..” é a melhor parte do teu depoimento em meu orkut! hahaha
Querida, q bom te encontrar em palavras, uma vez que ao vivo tá uma coisa meio impossível, hã? Achei por acaso e adorei a surpresa de estar entre tuas “modernas”. Digo logo q adorei e q adoro teu papo e tua companhia (rara). Mas deve ser o charme da turma Pel-Caco-Carol: raras aparições, ar de mistério, presença quase estérea. Mas pense numa mistura boa! Virei sempre aqui, baby! Seja bem-vinda e, como nós, mande o mundo se foder. Uhu! Besitos
Renatita!!!
Valeu mesmo a força, pequena!
Pra mim é uma honra..e um responsa com esses jornalistas consagrados do meu blogroll.
Olhe, peço até desculpas! Pois ia no teu blog pedir licença pra adicioná-lo por aqui, mas vc descobriu antes. Não há mesmo como controlar o mundo virtual..
Pretendo frequentar mais o blog dos amigos agora, né! Vamos manter o contato por aqui e, quem sabe, ele não transpõe este esfera sem perder o mistério que tanto nos atrai!
Bjo grande e let´s keep in touch anyway!
“Tem o mais metódico, que segue exatamente os passos da metodologia aplicada. Os acanhados executam timidamente sem perder o tempo. E os mais criativos, estes sentem-se a vontade para acrescentar firulinhas mil afim de tornar mais original aquele instante..”
Vc “esqueceu” de dizer em qual dessas categorias de aluno se encaixa =)
Eu amo dicionários. São meus melhores amigos, e sempre tenho uma edição ao meu lado. Sempre que leio um livro, tenho um por perto. Fico triste ao constatar que a nova geração – pelo menos os leitores do reciferock – passa longe dele.
Vc conhece o “Dicionário de Pernambuquês?”. É um barato! Vou procurar uma edição pra vc…
Beijos!
Que nada, baby! Adorei, adorei! Apareça lá nos pares tb. Beijosss
Hugo,
Valeu o toque! Realmente poderia ter deixado o acanhamento de lado e me colocar no hall dos tipos analisados! Mas posso confessar- por aqui mesmo- que meu perfil é mais metódico.
Quanto ao dicionário, acredito que seja uma prática de quem cultua a leitura..somente uma questão de hábito. A juventude está aprendendo outros conhecimentos, mais pasteurizados linguisticamente, de fato, mas com novos panoramas de expressão. A tecnologia vem mostrando..acho que é meio antropológico isso! É complicado gostar de dicionário, Java Script e Guitarra de uma vez só (não que não se possa, estou somente pontuando que é difícil, hein! encrenqueiros de plantão!!)
Vou me estender mais não..heheh
É uma questão de higiene mental e capacidade humana de absorver tanta informação que temos hoje. Bom, mas isso já pode ser pauta pra um novo post!
Quanto ao pernambuquês, desconheço e acho que iria gostar bastante de conhecer! =}
Renatita,
Adoro o números pares, adoro.
Só lisonjeios por aqui…fico até encabulada de ter essa galera pensando aqui cmg, vi!
adoro secos e molhados
Reconhecesse a música deles no post, “assim, assado”, Bruno ?!
Valeu pela atenção aos detalhes.. hehe.
Carol, meu blog tá cheio de atualizações… dá uma olhada. É só clicar no link: http://di-rectvm.blogspot.com/ !
oops! acabei de ver que tu já passou no meu blog… o comentário chegou no meu e-mail, hehehehehe! XD
e aí, carol, já morgou do blog, foi?